23 de abr de 2013

Pt. II

A graça da risada, o abraço, a mordida forte ou fraca, as piadas internas, as vontades e desejos, as loucuras num quarto, os sonhos e idealizações, o roçar dos pés, a diferença de altura, os gostos musicais e gastronômicos.
Acho que nunca disse que somos fãs de cerveja, fãs mesmo! ENLOUQUECIDOS, ENFURECIDOS PELA LOU(i)RA! E fomos bastante julgados por isso, mas quem se importa né? Estamos bem com nossa família: Eu, ele e a brahma, antarctica, itaipava, heineken, budweiser, ravache...................
A verdade é que não existe regra pra se amar, só existe a vontade. Pode ser que no futuro se encontre a fórmula que se evite brigas, separações ou ofensas desnecessárias, mas mesmo se ela existir vou querer viver esse amor desse mesmo jeito.
Gosto mesmo é do desespero que fico quando vai dando a hora da saída da faculdade e sei que vou ver o único rosto que desejo ver todos os dias pelo resto da vida. Gosto de quando grito e xingo, ofendo e bato, mordo e beijo e sou completamente compreendida. Gosto da verdade, da nossa verdade, da gente, do eu e ele que ninguém entende.
Mas acho que nunca disse que ele é o mundo né? O mundo aonde eu me encontro quando o Mundo Real me expulsa. Que ele é o veneno e a cura de todo e qualquer problema que existe nesse universo louco. Que ele é a insanidade e a sanidade do meu Eu. Que ele é e sempre vai ser o pedaço mais importante da minha carne, da minha alma e da minha fé. Porque se é pra ter fé na humanidade, que eu a deposite totalmente nele!
Não preciso ser forte, alegre, gentil, carinhosa, divertida ou inteligente. Ele não precisa ser rico, forte, grande, ele só tem que ser ele. E ser ele de verdade! Ser ele pra ser alguém que eu ainda ame todos os dias, a cada segundo nos próximos dias de todos anos dentro de todos os séculos que essa vida ainda vai nos proporcionar. E para isso, a gente cresce e luta pelo que é nosso. Mesmo que sozinhos e mesmo que distantes. Porque pra ser feliz e ser de verdade, a gente só precisa de uma coisa: Amar.
E se você ler isso - e eu sei que vai - lembra que mais ninguém nesse mundo ama e quer você como eu.
Seja bem vindo a minha vida, meu amor. Seja bem vindo a nossa vida. Eu te amo.

Pt. I

Há muito tempo, houve um tempo, existiu um espaço no meio desse tempo a ser preenchido pelos devaneios daqueles que eu mal conhecia. E então, esse tempo passou e eu mesma preencho cada espaço, cada canto e coluna dentro de mim com um amor único que achava estar perdido no meio da insanidade dos dias de hoje.
Descobri por mim mesma que o cavalheirismo não morreu, que o romantismo não é brega e que a sociedade não devia julgar os namoros felizes porque simplesmente existem há apenas 1 mês. E aos que julgaram o meu relacionamento com o meu namorado, marido, homem, companheiro e amigo, vocês podem fazer uso do direito que possuem de se manterem calados, pois vocês, seus merdas e humanos incompetentes não sabem o que é amar e ser amado, se desejar e ser desejado, se gostar e ser gostado. E se soubessem, eu aposto, que engoliriam com leveza o que sempre disseram não existir.
Nesse 1 ano e 60 dias, contabilizando algumas horas a mais de relacionamento enxerguei a fundo o quanto é implacável a força do amor. Ah, e o AMOR, é forte, sensato, justo e esse preenche a tudo que te falta.
Tive alguns namorados, não sou amiga ou inimiga deles, somos apenas conhecidos com algumas memórias em comum, e posso falar com todas as letras: NUNCA OS AMEI, NUNCA FUI FELIZ. Não é cuspir no prato que comeu, Deus que me livre. Mas é que agora eu entendo o que é isso tudo, o que é amar e ser feliz. Porque eu amo e sou feliz por amar assim. Porque eu vejo que o tempo passa e os detalhes se mantêm. [Continua...]

15 de fev de 2013

Aquele momento chato em que as palavras correm pela sua cabeça mas não conseguem sair pela sua boca. Melhor dizendo, escorrer pelos dedos. Tinha esquecido da sensação da escrita, do desespero que se é tentar dizer tudo e no final continuar com nada. Achei que as coisas haviam mudado, que eu havia mudado, que minha cabeça não estava mais pirando como antes, que finalmente a felicidade tinha vindo dormir comigo, agarrada com a cabeça no meu colo. Viagem a minha, acreditar nessa fútil realidade onde todos podem finalmente se encaixar e eu me sentir bem, pelo menos, durante minha vida. E que vida é essa? Vida que eu vivo esperando o monstro dentro de mim dormir e a princesa acordar.
Nunca tá bom, na realidade, nunca vai estar bom. E eu já não me importo mesmo. Me abster dessas situações será bem mais fácil, principalmente quando eu enxergar que eu não faria a menor diferença.
E que Deus tenha piedade de sua, da minha e da nossa alma.
Boa noite.